07 e 08 de Novembro de 2011
Teatro Arthur Rubinstein, Clube Hebraica
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Notícia

As experiências que podem inspirar o Brasil

O primeiro debate do Seminário Internacional, promovido pelo Instituto Singularidades, ocorrerá às 10 horas do dia 7 de novembro e o tema será Qualidade do Professor: Avaliação e Desempenho Docente. Maria Helena Guimarães de Castro, ex-secretária de Educação de São Paulo, será a mediadora. Ela adianta, nesta entrevista abaixo, os rumos desse debate.

Instituto Singularidades – Como o polêmico processo de avaliação docente no Brasil pode ser identificado como um aprofundamento do trabalho e não como uma questão de controle?

Maria Helena G. de Castro – A literatura recente mostra que o tema “avaliação docente” veio para ficar. O sistema tradicional de avaliação funcional com base em critérios burocráticos não é mais suficiente para dar conta das novas exigências da carreira. A qualidade da atuação do professor, seu conhecimento, sua atitude em sala de aula, seu compromisso com o trabalho em equipe, sua interação com alunos e pais, são dimensões centrais do novo perfil de professor para garantir a melhoria da qualidade do ensino. Inúmeras pesquisas trazem evidências nesta direção e os países com sistemas educacionais avançados já implantaram sistemas inovadores de avaliação docente. Não há um modelo único, nem perfeito. O importante é conhecer experiências em curso, refletir sobre elas e propor alternativas adaptadas a cada realidade.

Instituto Singularidades – Quais modelos de avaliação podem nos influenciar positivamente nessa “releitura” do tema?

Maria Helena G. de Castro – Além dos casos da Austrália e do Chile, que serão debatidos no seminário, há vários modelos inovadores. Nos EUA, inúmeros estados desenvolvem sistemas de avaliação docente, alguns muito sofisticados e que envolvem diferentes dimensões da profissão. Há dois modelos muito utilizados nos EUA e em outros países: o modelo desenvolvido por Charlotte Danielson, de Princeton, e o modelo de Linda Darling da Universidade de Stanford. Muitos países possuem sistemas de certificação de professores que devem ser renovados periodicamente, como no caso de Singapura e da Colômbia. Portugal implantou um sistema de avaliação periódica que abrange provas, entrevistas, portfólios. A Inglaterra adota a certificação periódica. A Finlândia tem um sistema rigoroso de seleção, formação inicial, estagio probatório. Apenas os profissionais altamente qualificados conseguem se efetivar na carreira docente finlandesa. As experiências em curso podem inspirar o debate brasileiro e subsidiar políticas publicas inovadoras.

Publicado em Entrevistas

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Seminário Internacional 10 Anos Singularidades

07 e 08 de novembro de 2011

Teatro Arthur Rubinstein, Clube Hebraica

Rua Hungria, 1000 - Jardim Paulistano - São Paulo - SP - Brasil

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Rua Hungria, 1000 - Jardim Paulistano - São Paulo - SP - Brasil