07 e 08 de Novembro de 2011
Teatro Arthur Rubinstein, Clube Hebraica
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Notícia

COBERTURA DO SEMINÁRIO – dia 7, tarde

O tema da segunda rodada de discussões do dia foi Atratividade da Carreira e Desenvolvimento Profissional Docente e teve início com um vídeo do secretário estadual de Educação de São Paulo Herman Voorwald, que não pode comparecer ao evento. Ele ressaltou a importância da valorização do professor e afirmou que uma das metas da secretaria de educação paulista é tornar a carreira docente uma das dez carreiras mais desejadas pelos jovens até 2030. Além disso, quer que a educação de São Paulo seja considerada uma das 25 melhores redes de ensino do mundo.

Cristian Cox, diretor do Centro de Pesquisa sobre Política Educacional e Prática na Universidade Católica do Chile, foi o primeiro expositor da tarde a falar sobre as experiências no Chile. O pesquisador relatou a evolução das políticas docentes no país até o estabelecimento de um padrão nacional de formação inicial, com metas claras de aprendizagem, conteúdo e sequência. “Como ainda existe um gap entre as exigências do sistema e formação docente, centramos nossa preocupação em três pontos: seleção e formação de pessoal e ingresso de jovens na carreira”, apontou. Um dos incentivos é oferecer aos professores que se destacam em seu trabalho seis meses de estudos no exterior.

Outro chileno, Jorge Manzi, psicólogo da Universidade Católica e conhecido por desenvolver instrumentos de medição na educação, abordou os incentivos para reter e motivar o professor e mostrou como o “marco de la buena ensenanza” estabeleceu uma profunda avaliação do trabalho docente. “Não foi um processo só técnico, mas político, que durou dez anos para se estabelecer. Os sindicatos e o governo queriam uma mudança”, explicou. Hoje os professores passam por uma autoavaliação, uma entrevista com um técnico e uma análise dos portfólios, que evidenciam a aprendizagem. Assim, o desempenho docente é classificado em quatro níveis: destacado, competente, básico e insatisfatório.

Hernán Hochschild, diretor da instituição Elige, também do Chile, mostrou como a sociedade civil vem se mobilizando para melhorar o reconhecimento da carreira docente. “Preocupa-nos saber que os alunos mais talentosos do ensino superior não escolhem estudar pedagogia e a baixa valorização do professor”. A meta do instituto é que até 2014 a carreira docente seja uma das mais disputadas no Chile por meio de uma mobilização que envolve basicamente mensagens positivas nos meios de comunicação para atrair e formar novos profissionais.

O brasileiro João Filocre, ex-diretor do Centro Pedagógico e do Centro de Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais, falou sobre a experiência mineira, a segunda maior rede de ensino do Brasil. O estado que conta com mais de 157 mil professores não tem problemas com titulação (a maioria dos docentes tem ensino superior), mas de qualificação, sim. “Nossos professores estão formados, mas não estão preparados”. Um dos exemplos da necessidade de melhor preparo é o resultado da avaliação do desempenho docente que apontou 48% de erros em uma prova de Física. “Os professores erram as provas que aplicam em sala de aula”.

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Seminário Internacional 10 Anos Singularidades

07 e 08 de novembro de 2011

Teatro Arthur Rubinstein, Clube Hebraica

Rua Hungria, 1000 - Jardim Paulistano - São Paulo - SP - Brasil

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