07 e 08 de Novembro de 2011
Teatro Arthur Rubinstein, Clube Hebraica
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Notícia

COBERTURA DO SEMINÁRIO – dia 8, manhã

Sob a moderação de Eduardo Gianetti, economista, as discussões da manhã começaram com a professora Clare Kosnik, professora do Departamento de Currículo, Ensino e Aprendizado da Universidade de Toronto (Canadá). Clare apresentou imagens de seu país, destacando a alta taxa de alfabetização, mas com muitos problemas no ensino de licenciatura. Em um centro universitário, os alunos ingressam após completarem quatro anos de bacharelado em artes ou ciências. Para conseguir a certificação, eles escolhem um programa de um ou dois anos, com 16 cursos disponíveis e 4 semanas de práticas de ensino. Mas nenhuns desses programas são consistentes, afirma a pesquisadora. “Tenho tentado resolver isso”. Com o colega Clive Beck, professor da mesma universidade (também presente no evento), observou os alunos-professores que trabalham nos anos iniciais em um estudo sobre a formação. Resultado: um enorme choque, estarrecimento. “Eles não aplicavam nada que aprenderam no curso. Tive que ter uma grande dose de humildade para reconhecer que estávamos trabalhando de maneira errada”. A autocrítica ajudou a fazer uma reorganização dos conteúdos do curso de formação. Era muita coisa e pouco aprofundamento.

Outra descoberta de Clare foi saber da enorme dificuldade dos alunos em planejar. “Eles ficavam paralisados com a noção de planejamento…O foco dos professores era a ordem e a disciplina em sala de aula e não a aprendizagem”. Com base nos dados, estabeleceu sete prioridades que os alunos devem considerar na formação: planejamento de programa; avaliação do aluno; organização da sala de aula e da comunidade, pedagogia inclusiva, conhecimento especifico, uma visão de magistério e identidade profissional. Ao menos, duas dessas prioridades devem ser aprofundadas pelos alunos.

 O segundo expositor foi o professor de Didática e Ensino da Universidade de Sevilha, Carlos Marcelo, que abordou o tema, a formação inicial dos professores. Novos tempos, novos desafios. Dentre os diferentes desafios enfrentados pelos alunos, como a distância entre a teoria e a prática, o foco da apresentação foram as ferramentas do trabalho colaborativo. “Não podemos ensinar sem tecnologia e está se tornando imprescindível participar de redes sociais para ampliar o conhecimento na troca com pares”. O espanhol defende que a tecnologia é importante, pois é capaz de interligar os principais componentes da educação formativa: os alunos, o contexto de ensino e a pedagogia.

Resumidamente, mostrou o descompasso entre o que a escola oferece e o que a geração digital espera: 

Escola oferece: Geração digital espera:
Acesso a informação de forma lenta e controlada, a partir de fontes limitadas. Receber informações de forma rápida, por meio de muitas fontes.

 

Acesso à informação linear, lógica seqüencial. Acesso às informações multimídia.

 

Trabalho individual. Trabalho colaborativo.
Aprendizagem por meio de um caso. Aprendizagem por meio de “assim como é preciso”.
Preparação para testes e exames. Aprendizagens relevantes, ativas, excitantes, de utilidade instantânea.

 

Carlos Marcelo finalizou afirmando que a universidade não pode mais “olhar para um lado”, e a escola “para outro”.

 10 anos de professores ensinando professores

 De microfone em punho, a diretora do Instituto Singularidades, Gisela Wajskop, diretora do Instituto Singularidades, apresentou Currículo da Formação Inicial Docente: a experiência inovadora do Instituto Singularidades. Gisela contou a história da faculdade por meio dos principais fatos políticos educacionais que mobilizaram a fundação do Instituto Singularidades. O acesso de todas as crianças à escola e a obrigatoriedade de curso superior a todos os professores do ensino básico foram marcos dessa história. “Formávamos um grupo de profissionais que tinha trabalhado na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, os PCNs, e outros programas,  originários da escola básica e da universidade, que não criavam espaços para inventar um novo currículo de formação. Havia demandas de profissionais muito grande”.

Gisela mostrou como os cursos hoje se estruturam (veja mais na apresentação dos slides da diretora, disponível neste site) e o diferencial da instituição no mercado. Um currículo pedagógico cultural, conteúdos e mídias da atualidade (em início de expansão), uma rede de articulação com a educação básica, estágio de observação desde o primeiro semestre e construção de um memorial de pesquisa são apenas algumas das características que destacam o instituto. “Estamos aprendendo com nossos alunos, e no confronto das diferenças constituímos um currículo que ensina a todos”.    

 

A reflexão sobre as exposições apresentadas ficou a cargo da pesquisadora Bernadete Gatti, do economista Cláudio de Moura Castro e da professora Eunice Durham. “Os dados de Clare Kosnik sinalizam que os problemas de formação são sérios no Canadá, mas se considerarmos a nossa situação, é muito mais dramática. A primeira LDB fez 50 anos, foi um marco para o Brasil, mas as questões ainda são as mesmas até hoje no campo da formação dos professores”, afirmou Bernadete.

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Seminário Internacional 10 Anos Singularidades

07 e 08 de novembro de 2011

Teatro Arthur Rubinstein, Clube Hebraica

Rua Hungria, 1000 - Jardim Paulistano - São Paulo - SP - Brasil

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